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	<title>Ideas in Blog &#187; cinema</title>
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		<title>The End. O cinema morreu? Não me conte o final desse filme, Peter.</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 03:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marianne</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[interatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O cinema morreu&#8221; &#8211; diria Peter Greenaway com total convicção. Em 2008, o multiartista britânico esteve no Brasil para viabilizar a produção de um filme que deverá rodar em São Paulo. Mas não apenas para isso: entre 2002 e 2003, ele produziu um filme chamado Tulse Luper, que tem nada mais, nada menos que sete [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-344" title="greenaway2" src="http://201.33.21.54/~marianne/blog/wp-content/uploads/2009/01/greenaway2.jpg" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p>&#8220;O cinema morreu&#8221; &#8211; diria Peter Greenaway com total convicção. Em 2008, o multiartista britânico esteve no Brasil para viabilizar a produção de um filme que deverá rodar em São Paulo. Mas não apenas para isso: entre 2002 e 2003,  ele produziu um filme chamado Tulse Luper, que tem nada mais, nada menos que sete horas de duração, e foi desmembrado para fazer um &#8220;Live Cinema&#8221;. O &#8220;Live Cinema&#8221; de Tulse Luper tornou-se uma apresentação em VJing do que é possível fazer com o cinema utilizando as tecnologias de hoje.</p>
<p>Sons externos tocando em tempo real, intervenção artística no cinema, tela touch-screen desenhando sobre as cenas, mixagem e edição ao vivo. Para Greenaway, depois que a televisão com controle remoto surgiu e as pessoas começaram a usar o &#8220;zapping&#8221; (troca-troca de canais) o cinema sacramentou sua morte. Para ele &#8220;não há mais por que juntar um monte de gente numa sala escura&#8221;, afinal, &#8220;já existe tecnologia para envolver o espectador em som e imagem por todos os lados e fazer dele o sujeito da ação&#8221;.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-343" title="greenaway1" src="http://201.33.21.54/~marianne/blog/wp-content/uploads/2009/01/greenaway1.jpg" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p>A ideia de Peter em relação ao cinema é bem interessante e se adequa à realidade que temos vivido atualmente, quando as pessoas buscam cada vez mais mídias com as quais possam interagir. Entretanto, acredito que o artista britânico foi muito ousado e polêmico ao anunciar uma morte retrógrada do cinema. Assisti a palestra de Peter e o que eu percebi é que ele é um artista da década de 40, com fortes influências renascentistas e barroca, que descobriu o enorme potencial que o cinema aliado às novas tecnologias possui, e vislumbrou idéias vanguardistas.</p>
<p>De qualquer forma, tudo isso deve ser interpretado com muito cuidado. O cinema deve sim investir em novas tecnologias e interação dentro da sala de cinema. Mas a passividade, em meio ao alvoroço interativo com atenções divididas, pode ser um alívio para a mente. Experimentar é bom e eu ficaria contente se pudesse entrar numa sala de cinema com telas por todos os lados e várias cenas acontecendo ao mesmo tempo. Mas, não abro mão de entrar numa sala escura e focar minha atenção na história que está rolando na minha frente. Também gosto de ouvir e ver histórias. E apenas ouvir e ver para descansar a mente.</p>
<p>Abaixo, parte da palestra e apresentação de Peter Greenway, que tive a oportunidade de assistir no Rio:<br />
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<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qZQTmrp261E&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/qZQTmrp261E&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Ensaio sobre a cegueira de Woody Allen</title>
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		<comments>http://www.marianneabreu.com.br/blog/2008/11/08/ensaio-sobre-a-cegueira-de-woody-allen/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 00:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marianne</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia comum seguindo a rotina de sempre. De repente, não enxergo. Se antes, imagem era tudo, agora não é nada. Então o som passa a ter cheiro e o vento, sabor. Os sentidos se confundem e mundo pára. O que está acontecendo? Seria o fim dos tempos? O escritor português José Saramago em seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://201.33.21.54/~marianne/blog/wp-content/uploads/2008/11/woody1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-267" title="woody2" src="http://201.33.21.54/~marianne/blog/wp-content/uploads/2008/11/woody2.jpg" alt="" width="450" height="253" /></a></p>
<p>Um dia comum seguindo a rotina de sempre. De repente, não enxergo. Se antes, imagem era tudo, agora não é nada. Então o som passa a ter cheiro e o vento, sabor. Os sentidos se confundem e mundo pára. O que está acontecendo? Seria o fim dos tempos?</p>
<p>O escritor português <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Saramago" target="_blank">José Saramago</a> em seu livro &#8220;<a href="http://www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br/">Ensaio sobre a cegueira</a>&#8221; (1995) que acabou virando filme esse ano, transformou tudo num mundo selvagem e hostil com uma epidemia de cegueira.<br />
Crescemos e somos educados a valorizar a imagem. As cores, a roupa e a maquiagem parecem valer mais que o pensamento. Então de repente, esses valores morrem. Não enxergamos mais e passamos usar blusa xadrez com calça florida, tênis azul num pé e vermelho no outro. Se tiver calor, andamos nus. Afinal, quem vai ver? O que vale agora é a essência e o roteiro.</p>
<p>ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6wyj1V-aKVc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/6wyj1V-aKVc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>É&#8230; Mas pra <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Woody_Allen" target="_blank">Woody Allen</a>, o filme de Val Waxman, seu personagem em &#8220;Dirigindo no Escuro&#8221; (2002), ficou sem pé sem cabeça. Walxman descobriu que estava cego no meio das filmagens, segurou a onda para não perder a direção e se comparou com Bethoven, o compositor surdo. Entretanto, é preciso muito mais para, efetivamente, sentir a imagem e diferenciar cores com as mãos através da temperatura, e Allen sabia bem disso. Então, todo mundo percebeu que o diretor estava cego, o filme ficou esquisitão, e o sempre bem humorado, Woody Allen, transformou a história numa sátira hollywoodiana. Afinal, quantos fimes não parecem ter sido dirigidos por diretores cegos, ou melhor, como diria Allen, por “analfabetos cinematográficos”.</p>
<p>WOODY ALLEN EM &#8220;DIRIGINDO NO ESCURO&#8221;:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6CXJC39C430&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/6CXJC39C430&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Os personagens de Saramago e de Woody Allen temeram a cegueira e dariam tudo para voltar a enxergar. Diferentemente de Val Kilmer em &#8220;à primeira vista&#8221; (1998), filme baseado numa história real. O personagem de Kilmer, entretanto, só descobriu que preferia a escuridão, depois de ver a luz do sol. Cego, desde a infância, teve a oportunidade de enxergar pela primeira vez após anos. Isso é possível porque existe um tipo de catarata, a congênita, que se desenvolve desde muito cedo, e graças a evolução da medicina, tornou-se possível tratar e curar essa doença.</p>
<p>Então, imagine pessoas com seus 30 ou 40 anos que, praticamente, nunca enxergaram na vida, tendo, finalmente, a oportunidade de ver! Algo totalmente desejável e que muitos considerariam um verdadeiro milagre divino! Sim? Não, e eu chamaria isso de &#8220;uma questão de ponto de vista&#8221;! A vida, assim como para aqueles que se tornaram cegos, se tornou um caos. Para quem sempre foi cego, a luz corta os olhos, as cores pertubam, o movimento desequilibra. Talvez, para esses, o filme de Woody Allen com combinações esdrúxulas feitas por Val Waxman fizesse mais sentido (estando cegos, é claro).</p>
<p>À PRIMEIRA VISTA<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-Mt_9ci-8hA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/-Mt_9ci-8hA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Trabalhar com programação visual me levou a valorizar ainda mais a imagem e o sentido de ver. Tudo se tornou visual e as cores, essenciais. O &#8220;ver&#8221;, associado à sociedade eminentemente &#8220;visuocêntrica&#8221; que vivemos, é o sentido mais estimulado. Muitas vezes, até esqueço que posso trabalhar e explorar os outros sentidos. Pela teoria da compensação, a deficiência visual aumentaria a capacidade dos demais sentidos, principalmente audição e tato. Assim, passar a enxergar ou tornar-se cego nos obriga a reinventar a vida.</p>
<p>Diante disso, proponho um desafio: Fazer design sem se peocupar com os olhos e explorar os nossos outros 4 sentidos. Ou, como diria um amigo meu, Marlon, explorar as &#8220;sensações organolépticas&#8221;.<br />
Já pensou nisso? Afinal, vemos com os olhos, mas não só com eles.</p>
<p>JANELA DA ALMA<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ly8NORlsKt8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ly8NORlsKt8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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