
Alguns dias depois de ter visitado o MAM, fui ao FILE (Festival internacional de linguagem eletrônica) no Oi Futuro do Flamengo. Acho fantástico quando os artistas aproveitam novas tecnologias para fazer arte e criam uma obra com ar vanguardista. Entretanto, tenho me decepcionado um pouco. A interatividade em exposições de arte não tem funcionado tão bem como parece. Em exposições como essas, o observador deixa de ser passivo e passa a ser um personagem ativo daquela obra. Assim, a experiência não é a mesma se você não participar da interação. O problema é quando a obra atribui um tipo de experiência individual. Então, imagina uma exposição com fila para ver cada obra. Haja paciência! Haviam várias obras assim no FILE 09 e era necessário esperar sua vez para “testar” o experimento. Tive que passar reto diante de algumas obras, porque as crianças haviam tomado de conta.
De qualquer forma, três das obras que estavam no FILE, chamaram muita a minha atenção:
A primeira é o skinstrument, instrumento musical em formato de esfera prateado que toca sons variados dependendo de como você o toca. A esfera capta o calor e o tato humano e transforma em música! A imagem a cima mostra um homem “tocando” o skinstrument.
A segunda é um telão que funciona como um espelho que troca os rostos de quem o olha. As pessoas que paravam para observar, percebiam que seus rostos haviam sido trocados com o das pessoas do lado. Isso gerou boas gargalhadas.
A terceira obra é a que eu achei mais divertida: o “Presence” projeta imagens que reagem ao movimento e ao toque na tela. Por exemplo, as bolas projetadas estouram e amassam ao serem tocadas. É divertido quando várias pessoas brincam tentando estourar e movimentar “bolas de sabão” virtuais. Veja:



