“Voce só é novo uma vez, mas isso pode durar uma vida inteira.” (Vik Muniz)
Naquele dia cheguei ao MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio de Janeiro. Subi as escadas e me deparei com um quadro aparentemente expressionista na parede. Então, a pintura se movimentou. E ela ia para um lado e para o outro de forma hipnotizante, como se estivesse viva e quisesse escolher seu caminho. Do outro lado, imagens eram projetadas nas paredes em movimento, e no canto logo ali, letras de de código de DNA caiam em um grande tubo de acrílico. Não é delírio. A arte eletrônica e interativa chegou aos grandes museus de arte.

A exposição de Osmo Rauhala no MAM me fez perceber o quanto a arte tem invadido o espaço tecnológico para apresentar conceitos de “não-função”, ou seja, tecnologia só pra ver.
A arte de Rauhala estava lá, mas foi Vik Muniz, com sua exposição no salão maior, que chamou mais atenção. Sua arte parte do aproveitamento de materiais que ignoramos, como o lixo e a sucata. Com esse tipo de material ele faz a releitura de obras de artistas famosos, como, por exemplo, a monalisa feita de ketchup. Vik segue a filosofia de Andy Warhol: “a cópia de uma cópia é sempre um original” e com isso, brinca de recriar até a própria arte. Vik é brasileiro, nasceu em São Paulo e depois mudou para Nova York, onde consagrou sua carreira como artista contemporâneo.
A onda de sustentabilidade, reciclagem e aproveitamento de materiais, assim como, as novas tecnologias, tornaram-se meios novos de se fazer arte. Os artistas abraçaram aquilo que nossa sociedade tem dado mais atenção e levaram para as paredes das grandes salas de exposição.


Abaixo, Vik Muniz representa o mundo usando sucata de computador, monitores, CPUs, teclados, placas de vídeo, placas mães etc:

Veja o vídeo da equipe de Muniz recriando uma pintura de Caravaggio:


