Fevereiro passou e eu nem vi. Viagens, mudanças, freelas, carnaval e já estamos em março. E em fevereiro os dias caem pela metade. Com isso, acabei deixando esse blog de lado. Mas, tudo bem, era carnaval! O tempo passou tão rápido. O futuro chegou ligeiro. E, por falar em futuro…
Março começou com videozinhos pra lá de futuristas rolando na internet, coisa que eu adoro. Primeiro, foi o “world builder”, um curta criado por Bruce Branit que levou 2 anos de pós-produção para simular a criação de um mundo fantástico através da holografia.
World Builder from Bruce Branit on Vimeo.
O outro foi o vídeo da microsoft, fictício também, porém mais provável. Muito do que é visto nesse vídeo da microsoft já existe hoje, outras coisas ainda estão em fase de pesquisa. Outras ainda, já até postei nesse blog. Pra mim, um futuro próximo que confirma os estudos e teorias de Mark Weiser sobre a computação ubíqua (Ubiquitous Computing) publicado em 1991 em seu artigo “The Computer for the 21st Century”.
Microsoft Office Labs view 2019 (full) from antares500 on Vimeo.
Mark Weiser acredita que o computador se tornará “invisível”, mas não invisível de forma que não possamos enxergar, mas invisível de forma que sua presença será ignorada. Isto é, interfaces naturais que permitem o uso de forma harmoniosa com o corpo humano fará com que as pessoas nem percebam que estão comandando um computador.
Esqueça aquela história de se sentar na frente de uma caixa cheia de fios ligada a um dispositivo com botões e letras, obrigando-o a sentar de maneira desconfortável.
Ubiquidade, interfaces naturais e adaptativas são a cara do futuro. Invisibilidade! Deixaremos de notar, assim como hoje fazemos com a escrita e com o motor. A escrita e o motor são tecnologias antigas que, hoje, estão em todos os lugares. Mas nem lembramos quando realmente estamos usando a nosso favor. Isso acontece porque essas tecnologias foram adaptadas ao nosso modo de vida e necessidades e não o contrário.

Lembro que certa vez recebi um e-mail com o desenho do “homem do futuro”. Ele tinha longos braços para teclar usar o teclado, o mouse e demais dispositivos do computador, tinha também pernas atrofiadas por se manter muito tempo sentado e uma cabeça grande por usar o cérebro em demasia. Surreal!
Isso seria se render à tecnologia atual e obrigar o homem a se adaptar a ela. “Visões antropocêntricas são bem mais valiosas que as tecnocêntricas”. Fecho este post com o mesmo discurso que apresentei ao CMO da empresa que eu trabalhava em 2004.



daniel dp says:
parabéns pelo post. muito bom.
Mar 05, 2009, 10:44 pmLucas says:
sem palavras pro 1º vídeo…
O segundo já tinha visto. Bom né? Realmente, tem coisa que já é real!
E gostei dessa de computação ubíqua.
Mar 05, 2009, 1:12 amLivia says:
mto bom, mari. adorei a frase do fechamento… e acredito que a tecnologia pode nos fazer humanos melhores. que ela se adapte a nossos desejos e necessidades, sempre. =D
Mar 05, 2009, 6:59 amluviu.
rascunho » Blog Archive » links for 2009-03-11 says:
[...] Pensando no futuro… Mark Weiser acredita que o computador se tornará “invisível”, mas não invisível de forma que não possamos enxergar, (tags: http://www.marianneabreu.com.br 2009 mes2 dia11 citation futurologia video blog_post) [...]
Mar 05, 2009, 11:11 pmBruno Campagnolo de Paula weblog » Resumo do dia para 2009-03-11 says:
[...] Pensando no futuro… [...]
Mar 05, 2009, 6:09 ammarianne says:
Sempre me senti incomodada em ser obrigada a sentar na frente de uma tela e ser limitada a um teclado e a um mouse. Pode parecer exagero, mas acho que se compararmos a evolução dos softwares e das interfaces com a evolução dos dispositivos e do hardware, temos aí um delay bem grande em se tratando de hardware. Só agora estão acordando para essa necessidade.
Mar 05, 2009, 1:19 am