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Take a look bellow and enjoy reading some words in portuguese:
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Review: PixelShow

2 comments // Oct 20th, 2008 // evento

Demorou, eu sei. Mas, enfim, estou postando minhas fotos e idéias sobre o PixelShow 2008. Aí vai a redação “Minha viagem ao PixelShow“:

Era um dia nublado e chuvoso, como quase todo dia, em São Paulo. A fila estava grande às 10h da manhã durante o credenciamento. Mas andou logo. Até as palestras começarem, nos entretemos com os badaluques do evento. Fazia tempo que eu não ia a um evento com tanto estudante.

Havia uma feira de arte e tecnologia, que, para dizer a verdade, eram stands patrocinadores que estavam lá para distribuir folders e fazerem propaganda de seus produtos. As exposições, showzinhos e grafite ao vivo me lembraram muito o NDesignBrasília, que organizei com os amigos em 2006.

Então, começaram as palestras… tchan, tchan, tchan, tchaaaaaan!

Algumas palestras bacanas outras nem tanto. Algumas novidades e outras coisas já bem batidas. Alguns velhos conhecidos, outras pessoas novas. Sempre que vou a esses eventos, tento enxergar aquilo que está por trás da palestras e que não está exatamente explícito. Se é que me entende.

Os amigos da VISORAMA apresentaram vários trabalhos, mas o que achei mais interessante foi a troca de experiência com o processo de produção e de criação. Uma interferência “analógica” durante o processo criativo pode fazer toda a diferença. O mesmo eu vi com a galera do MOPA, estúdio de ilustração e design. Às vezes ficamos tão inundados com os softwares e computadores que nos esquecemos que processos simples, porém criativos, podem dar o toque que falta. Fotografias debaixo d’água, corte, recorte, miniaturas, brinquedos de montar. O importante é não prender a mente. A propósito, foi muito bacana assistir a palestra do MOPA, eles estudaram comigo na UnB e, agora, estão viajando pelo Brasil e pelo mundo dando palestras.

Greg Tocchini

Eu não conhecia, mas achei muito interessante a palestra do GREG TOCCHINI, um quadrinista. Ele mostrou a importância da linha e falou sobre o processo de produção para quadrinhos americanos, que é bem diferente da produção brasileira. Gostei muito das ilustrações dele.

Andre Cypriano

ANDRÉ CYPRIANO mostrou as fotografias do projeto que fez em comunidades carentes, incusive favelas do Rio de Janeiro. Lembrei do trabalho preto e branco de Sebastião Salgado.

IAN STRAWN, artista plástico americano, foi o último palestrante do primeiro dia e apresentou seu projeto em que faz pinturas sobre fotos. Ele fotografa pessoas anônimas nas ruas sem que elas percebam e façam pose, e depois pinta reforçando as expressões e o sentimento daquele momento. A palestra começou interessante, mas depois ficou longa e cansativa.

E quem diria, JUM NAKAO no PixelShow! Lá eu descobri que Jum era diretor de arte, sempre se interessou por tecnologia e não tinha nada a ver com moda. Até que um dia acordou, e resolveu investir em moda. E investiu forte. Ele é hoje um dos estilistas mais conhecidos no Brasil. Minha maior aproximação com Jum Nakao foi na UnB quando ele fez consultoria de moda para o Núcleo de Design, eu não participava dos projetos, mas acompanhei o processo e vi o resultado no Capital Fashion Week. Na palestra, o trabalho que marcou foi o figurino feito em papel com modelos vestidas de playmobil. Ao final, as modelos rasgavam as roupas feitas com tanto cuidado, na intenção de mostrar que roupa não é nada. Tive a oportunidade de ver de perto essas roupas na exposição “100 anos de imigração japonesa” no CCBB.

Gringo

COMBUSTION e GRINGO fizeram as palestras mais egocêntricas do PixelShow. Difícil até dizer que se superou no egocentrismo, mas acho que nessa briga a Gringo ganha. O projeto Combustion foi apresentado por Marcelo Baldin, ele é um dos precursores do sound design no Brasil. E vou lhe dizer, um vídeo com áudio bem integrado faz toda a diferença, viu?

A conhecida Gringo é uma agência de publicidade e design digital que prima por projetos ousados. Nada de clientes caretas, a Gringo não está interessada em trabalhar com projetos tradicionais, a intenção é pirar o cabeção inovar e fazer algo que esteja bem além daquelas primeiras idéias, geralmente as mais óbvias, que surgem na reunião de brainstorming. Assim, os projetos são sempre inovadores e de vanguarda.

O encerramento do PixelShow ficou por conta do TATOO que trabalha com stencil design e aloprou a platéia com seus projetos anti-capitalistas. Já Marcelo Garcia, do MOLHO, apresentou seus trabalhos com muita tranquilidade, alguns feitos na época em que trabalharam na Lobo. Os projetos de videografismo impressionaram a todos.

No geral, achei o Pixelshow proveitoso. Seria melhor se fosse mais voltado para o profissional e menos para estudante. Mas deu para abrir a mente principalmente em termos de processo criativo. Para o estudante, tudo é WoW e muito novo. As coisas mudam de figura depois que você se forma e ganha mais experiência.


2 responses so far, want to say something?

  1. Le Bravo says:

    Bacana o post e as imgs… Congrats!

    Oct 20, 2008, 3:57 pm
  2. marianne says:

    Valeu! :)

    Oct 20, 2008, 4:41 am

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Olá, sou Marianne Abreu, designer de interfaces digitais e interativas, atualmente trabalhando na Globo.com.


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